Estética e plástica: auto-sabotagem ou vaidade?

Iniciou-se, nos E.U.A. e no Brasil, desde a metade da década de 90 até os dias atuais, uma tendência de diversas pessoas, principalmente famosos, fazerem cirurgias plásticas.

Hoje, com nossa atual tecnologia médica, é possível fazer correções faciais, melhorar a aparência física do nariz, olhos. As mulheres e até os homens, estão colocando silicone no corpo em partes como seios, bumbum e até nos ombros, tórax, nas coxas, etc.


De tempos em tempos, ouve-se falar de mulheres ou de homens que morrerem na hora de fazer lipo-aspiração (retirada de gordura da barriga). Este tipo de pessoa, está sempre tentando fazer uma "reciclagem" no seu corpo.

Vou explicar aqui minha opinião sobre essas cirurgias. Como minha esposa Luciana e eu trabalhamos com palestras e material de divulgação sobre as leis mentais, achei interessante escrever um artigo sobre esse assunto, dado a seriedade com que esse assunto influencia a vida das pessoas.

Tanto o Dr. Masaharu Taniguchi, quanto o Dr. Joseph Murphy afirmam em seus respectivos livros "A humanidade é isenta de pecado" e "O poder do subconsciente" que o homem traz em si dois desejos ilusórios muito aprofundados no subconsciente: 1) O desejo de auto-punição e 2) o desejo de sabotar/destruir o próprio corpo.

Diversos psicanalistas, têm concordado que a maioria das pessoas traz esse instinto de auto-destruição. Na verdade, destruir o corpo é uma consequência, inconsciente, de se auto punir por erros do passado cometidos pelo próprio sujeito ou por outrem.

Vamos pegar o caso das cirurgias plásticas: a maioria dessas pessoas traz em si o desejo de ficarem mais bonitas, mais elegantes, mais chamativas. Essa é a causa mental consciente. Mas e a causa inconsciente, ou seja, o que será que se passa no interior da mente dessas pessoas?
Normalmente, passa-se um sentimento de não aprovação pelo estado em que nasceu. Uma auto-reprovação de seu corpo, uma insatisfação com seu estado atual.

Lembrando também que a questão das cirurgias plásticas é apenas um exemplo. Não tenho nada contra quem faz isso, apenas digo para as pessoas fazerem uma reflexão: "essa cirurgia plástica é realmente necessária? Ou será apenas porque não vinha me amando o suficiente?"

Claro, existem excessões: normalmente as cirurgias plásticas podem ser muito úteis para restabelecer a motivação e a energia de uma pessoa. Pessoas que vão fazer cirurgias plásticas, em casos de queimadura por exemplo.

Voltando ao assunto: normalmente esse desejo de auto-reprovação pode levar a pessoa a ficar obssessiva pelo próprio desejo de mudar seu corpo. Isso parte da causa mental de querer destruir o próprio corpo e é desejo inconsciente típico de pessoas que não se amam e não se aprovam. Não entendem que o homem é um ser espiritual e que esse corpo é apenas uma roupa para cumprirem sua missão neste mundo.

Como toda roupa, se você cuidar bem dela, ela responderá e lhe gerará mais saúde ainda. Se sujar muito sua roupa chamada corpo, sobrevirão doenças e sofrimentos. Existem diversas maneiras do ser humano destruir o próprio corpo. Têm pessoas que não se amam e, assim, querem destruir o corpo bebendo em excesso, fumando, usando drogas de todo tipo. Arriscam suas vidas em todo tipo de libertinagem.

Todas essas atitudes partem dos pensamentos armazenados no subconsciente da pessoa. Nossa consciência é ligada com Deus e, como Deus habita em nós e só faz o correto, nosso íntimo abomina essas coisas. Então, a partir dai, começa a ocorrer o sentimento de se auto-punir em forma de doenças, pobreza, sofrimento, etc. Um dos tipos mais comuns dessa auto-punição é o desejo de mortificar o corpo destruindo-o lentamente com bebidas, drogas, etc.

No livro "A humanidade é isenta de pecado" consta no capítulo 1 - pág. 42 o seguinte:
"... de modo geral, as pessoas têm no âmago de sua mente o desejo de se libertar da
"prisão" do corpo carnal."

"A maioria das doenças é manifestada pelo subconsciente, que deseja rejeitar o corpo. Portanto deixando de haver, no subconsciente esse desejo, a doença sara naturalmente."

Na obra "O poder do subconsciente" o Dr. Joseph Murphy também cita na página 242 e 243 um curioso caso de uma moça por ele orientada chamada Carol. A menina possuía rosto pálido, não usava maquiagem, nem batom, vivia olhando para os outros com medo de que sua conduta fosse "imoral". Essa menina recebeu uma educação extremamente rígida de sua mãe que era fanática religiosa.

Sua mãe acreditava, que sexo era "algo do demônio" e que todos os homens eram maus e que, se sua filha, praticasse sexo com alguém a mesma arderia no inferno. Após a orientação do Mestre J. Murphy, essa menina percebeu que sua mãe fizera uma lavagem cerebral em sua mente. Percebendo os padrões falsos e ignorantes de sua mãe, essa jovem começou a se valorizar, se maquiar, andar com roupas mais atraentes, enfim se sentiu a pessoa que ela é: uma perfeita e digna filha de Deus. Essa menina começou a orar para arrumar um marido e, casou-se muito feliz.

Ela abandonou os padrões de pensamentos falsos que até então a dominavam. Quando ela começou a se amar, encontrou um marido que a ama e ela também. Cristo disse: "Amai o seu próximo como a ti mesmo". Ou seja, Cristo nos ensinou que temos que amar o próximo, mas também nos amarmos, nos valorizarmos, expressarmos nossa opinião em todas as situações com franqueza e, ao mesmo tempo, respeitando o próximo com sentimento de gratidão e de amor.

Podemos concluir dizendo que todos os sentimentos de auto-punição e auto-destruição do corpo, resolvem-se somente de cumprir esse sublime mandamento que o Mestre Jesus nos citou: "amar ao próximo como a ti mesmo". Jesus foi um grande exemplo de uma pessoa que se amou. Vamos começar a nos amar mais? Quando nos amamos mais, nosso mundo e nosso destino melhora, nossa vida fica mais radiosa, vigorante e feliz e, assim, atrairemos fatos, pessoas e situações maravilhosos para nossa vida!

Grande abraço,
Cheferson.