A doença se cura ao perdoar o outro

Henry Ford, o magnata dos automóveis, costumava ter sempre ao seu alcance dezenas de exemplares de um livro do movimento New Thought (Novo Pensamento) entitulado Mugen to Chowasaru Seikatsu (tradução: Em harmonia com o Infinito). Na página 44 desse livro encontramos a seguinte narração de um caso verídico:
"Isso aconteceu quando meu amigo, que é médico, visitou uma senhora que estava sofrendo muito com um reumatismo atroz. Ele sabia que havia entre ela e a irmã uma dissenssão mental violenta e após ouvir atentamente suas explicações a respeito da doença, fitou-se de frente e disse-lhe num tom firme e de profunda bondade:
"- Perdoe sua irmã."
Ela ficou olhando-o surpresa e depois de um certo tempo respondeu:
"- Não posso perdoá-la de modo algum."
Então, não restou ao seu amigo senão dizer-lhe:
"- Se é assim, não há o que fazer, pois essa rigidez de suas articulações e a dureza de seu coração, que não perdoa, têm íntima relação uma com a outra."
Após alguns dias, ele foi novamente visitar essa senhora, que com passos leves aproximou-se dele, na sala de visitas. Seu rosto resplandecia de saúde e alegria.
"- Como se curou?" - perguntou-lhe e ela:
"- Segui seu conselho e perdoei minha irmã. Tornamo-nos boas amigas e não sei porque, desde o dia em que nos reconciliamos, fiquei boa daquele grave reumatismo e agora não há nenhum vestígio dessa doença".

Certamente os leitores acharam essa narração bastante interessante. E creio que as pessoas que sofrem constantemente de doenças, sentiram algo em comum. Quando, contrariando o amor, a pessoa não consegue perdoar, constrói uma barreira em sua mente que a impede de receber a força vital da Grande Vida. Assim, proponho a todos que tiveram a oportunidade de ler estas páginas: perdoem a todos os seus próximos! Mesmo que não estejam doentes agora, isso não quer dizer que não tenham necessidade de perdoar aos outros.

Ouvi o caso de um leitor que tinha um filho extremamente sensível e, todas as vezes que ocorria uma desavença na família, essa criança tombava, acometida de uma doença de causa desconhecida pela medicina. Encontrei-me com essa pessoa e, falando-lhe detalhadamente sobre a influência misteriosa das vibrações mentais no cotidiano, aconselhei-a a melhorar seus pensamentos. E a estranha doença , que durante tantos anos desafiava os médicos e os remédios, deixou de se manifestar após a mudança da atitude mental dos pais.

Talvez seja rara a existência de crianças tão sensíveis, mas nossa atitude mental cotidiana influencia não só a nós mesmos, mas também a saúde e o destino de todos os nossos familiares. Além disso, se soubermos que as ondas mentais são irradiadas no espaço infindo tal qual as ondas eletromagnéticas do rádio, compreenderemos que, quando ficamos irados com alguém, poderemos estar assassinando-o com nossas ondas mentais (embora haja diferentes graus de influência, de acordo com a intensidade da força mental de cada um). Quando Jesus disse: "Todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração" e "Perdoa setenta vezes sete", certamente sabia que as ondas mentais são forças poderosas.

Verdade da Vida Volume 2 - págs. 180-182
Dr. Masaharu Taniguchi